4WD
4 x 4 CLASSIFICADO 4 x 4
COMPRA e VENDA
DIRETO COM O ANUNCIANTE


anúncio R$10,00 cada, periodo de 60 dias
--------4wd@4wd.com.br

PRINCIPAL
EVENTOS
FOTOS
MOTOR ON LINE
EXPEDIÇÕES

DICAS

Utilizando corretamente todas as virtudes do macaco hi-lift

É o equipamento essencial para quem anda por trilhas e regiões de tráfego difícil. Tarefas que exigem levantar o veículo, puxá-lo para trás, para o lado e para frente, tem no Hi-Lift o equipamento perfeito para o serviço. Um pouco desajeitado para se acomodar junto a bagagem, tem na sua praticidade a recompensa do peso extra, além de ser uma alternativa para quem não tem um guincho. Uma de suas muitas virtudes, dependendo do modelo escolhido, é a de levantar um veículo até 1,5 m de altura. Isto é muito útil em uma trilha ou memo em uma manutenção de emergência, durante uma viagem. Outro detalhe é que sua garra fica apenas a poucos centímetros do solo, possibilitando mesmo com o veículo muito atolado, encontrar facilmente um ponto de apoio para tentar contornar o problema.



Para aproveitar toda a versatilidade do equipamento, certos veículos exigem a adaptação de pontos de fixação suplementares. Eles devem ser instalados após a aquisição do Hi-Lift, para que os responsáveis pelo serviço tenham a exata noção das alterações que serão necessárias como, por exemplo, o prolongamento de bases de apoio a partir do chassi, de forma que o equipamento possa se encaixar e dar conta do recado. Da mesma forma que o veículo possa precisar de adaptações, a própria garra de apoio do equipamento pode necessitar de algumas alterações, estude isso juntamente com o seu mecânico


. Aplicações do Hi-Lift Para um veículo encalhado o Hi-Lift pode ser muito útil, porque poderá levantá-lo a uma boa altura facilitando a colocação de pedras e pedaços de madeira sob os pneus, criando, assim, uma superfície firme. Você terá que repetir a operação para as quatro rodas se necessário. Quando estiver em terreno composto por areia ou lodo, seja ele qual for, a tendência da base do macaco é de afundar na medida em que se tenta levantar o veículo. O Hi-Lift tem uma base de apoio com grande área de contato com o solo, mas pode-se reforçar suas qualidades colocando uma placa de madeira de 40x40 cm, aumentando sua base no piso. Essa placa pode ser preparada com uma saliência no meio, para que a base do macaco se encaixe nela e não escorregue para os lados, quando estiver em operação. A capacidade de carga para todos os modelos é de 3.000 kg, com exceção do modelo de 1,50 m, que tem capacidade de carga de 1.800 kg para os últimos 50 cm de curso superior



Outro uso corriqueiro para o Hi-Lift é suspender o veículo, facilitando a sua retirada do atoleiro, quando a operação de puxar ou empurrar for muito difícil. Após a suspensão até o final do curso, coloque uma corda na ponta superior do macaco e puxe-a para derrubar o macaco para o lado. É uma boa técnica para se colocar os pneus em cima do facão e possivelmente fora do local mais crítico. Utilizando o equipamento Antes de levantar o veículo, trave os pneus para que não deslizem. Coloque a trava reversora na posição superior, levante, com a mão, o conjunto motriz até encostar no ponto de apoio do veículo e inicie o movimento da alavanca em todo seu curso, de cima para para baixo, prestando atenção nos "clics" que ela emitirá nos extremos do curso. Este barulho significa que os pinos estão trabalhando normalmente. Após escolher a altura ideal, mantenha a alavanca em sua posição de repouso, PARA CIMA e junto à barra de guia. Para trabalhar embaixo do veículo, é uma boa idéia travá-lo com pedaços de madeira, pedras ou o que tiver à mão.



Para descer, mantenha a alavanca erguida e só então, libere a trava reversora movendo-a para baixo. Após, inicie o movimento da alavanca, para baixo e para cima, segurando-a com firmeza. Soltar a trava reversora com a alavanca baixada, provoca o movimento violento de sobe e desce da alavanca, resultado do peso suportado pelo Hi-Lift. Qualquer tentativa de segurá-lo pode causar sérias consequências como fratura de braço, punho ou dedos. Apesar da robustez do equipamento, não confie cem por cento nele, sempre trave a alavanca e o mecanismo após o içamento. O procedimento é simples, pode ser feito com apenas um parafuso e uma porca. Tudo o que tem a fazer é colocar o parafuso e fixá-lo com a porca, no primeiro chanfro da barra guia logo abaixo do mecanismo e da alavanca. Com o parafuso ali, se houver qualquer pane na trava do equipamento, o sistema desce até encontrar o parafuso e pára, evitando que o veículo venha abaixo e possa causar um sério acidente. Mantenha este parafuso e a porca presos em algum lugar do Hi-Lift, quando não estiver em uso, e evite perdê-lo dentro do veículo ou na mala de ferramentas.

Mais uma virtude deste grande aliado é a capacidade de substituir ou auxiliar o guincho nas operações de resgate. Para isto, fixe no ponto de ancoragem do veículo a ponta de um cabo de aço ou corrente, e a outra ponta no limite superior da barra de aço do Hi-Lift. Depois use outro cabo, fixe uma das pontas na garra do mancal de apoio do Hi-Lift e a outra em uma pedra ou qualquer ponto de ancoragem confiável. Inicie o movimento com a alavanca. O equipamento tem condições de puxar ou soltar o veículo, tudo dentro do curso disponível. Toda vez que se esgotar este curso deverá calçar o veículo, diminuir o comprimento do cabo e repetir a operação . Para a maioria das situações, três operações devem ser suficientes para ajudar seu 4x4 a sair da imobilidade.



Caso o veículo saia da trilha, ficando de lado, e não havendo ninguém para empurrá-lo de volta, você tem novamente no Hi-Lift um aliado para mais esta tarefa. Procure um ponto de ancoragem, do lado da trilha que se deseja puxar o veículo de volta, depois localize o melhor ponto de fixação do cabo ou corrente, seja na lateral do veículo, no engate de reboque traseiro ou em algum ponto do pára-choque dianteiro. Repita a operação de puxar e reajustar o comprimento do cabo ou corrente, até que seu 4x4 "volte para os trilhos". O transporte, ao contrário do que se vê em fotografias, não deve ser feito expondo o equipamento a poeira, chuva e barro, mas sim acondicionado em local distante da sujeira. Providencie um estojo, vendido como acessório por lojas especializadas, ou faça um, que garanta o armazenamento do Hi-Lift. A manutenção é extremamente simples, após o uso lave-o removendo a lama e na areia. Passe uma camada de WD-40 para limpar seus mecanismos e guarde-o em um lugar seco. Uma boa idéia é manter um kit de reparos junto com suas ferramentas, solicite ao revendedor do Hi-Lift.

Texto: João Roberto de C. Gaiotto - Técnica 4x4 / Ilustrações: Josemar Zadra


35 dicas para você gastar menos com combustível
O gasto com combustível é sempre preocupante mas existe uma série de medidas que podem diminuir o consumo. Cuidando bem da manutenção de seu jipe e tomando alguns cuidados no modo de dirigir, é possível diminuir até 20% do consumo.

1. Não é necessário esperar o motor aquecer. Saia logo que ligar seu jipe; apenas não force o motor nos primeiros minutos.

2. Não acelere antes de desligar o motor. Além da queima desnecessária de combustível, você estará diluindo o óleo lubrificante de motor com o combustível não queimado.

3. Acelere de maneira progressiva. Vá acelerando gradativamente, pressionando o acelerador à medida que se fizer necessário.

4. Ao ligar o carro, não acelere. Se há alguma dificuldade para fazer pegar, é sinal de que o motor está desregulado.
5. Solte o acelerador antes de parar o carro, usando o freio motor.

6. Não acelere entre as mudanças de marchas, quando estiver com o pé na embreagem.

7. Freadas e arrancadas bruscas aumentam o consumo. Procure manter uma velocidade cosntante.

8. Se o semáforo fechar, diminua a velocidade gradativamente, evitando manter a aceleração e frear forte só quando estiver próximo ao cruzamento.

9. Procure fazer a troca de marchas dentro da faixa de giro do motor recomendada (varia em torno de 3.000 rpm). Não estique as marchas desnecessariamente.

10. Não dirija em alta velocidade. O consumo andando a 100 km/h pode ser até 20% maior do que a 80 km/h.

11. Andar com giro baixo em marchas longas - 40 km/h em 5» marcha por exemplo - força o motor e aumenta o consumo.

12. Se for ficar parado por mais de 2 minutos, desligue o motor. O consumo é maior do que desligá-lo e ligá-lo novamente.

13. Nas descidas, utilize a mesma marcha que seria necessária para subir.

14. Retire do carro todos os objetos desnecessários. Eles aumentam o peso do veículo e consequentemente o consumo. Em uso urbano, acessórios como hi-lift, pranchas, patescas e outros só servem para aumentar o peso.

15. A utilização do ar condicionado pode aumentar em até 20% o consumo de combustível.

16. Os pneus devem estar sempre calibrados. Lembre-se de recalibrá-los se for preciso diminuir a pressão em trilhas mais técnicas com pedras ou areia.

17. Viaje com os vidros fechados, diminuindo assim o arrasto aerodinâmico.

18. Bagageiro normalmente causa resistência ao deslocamento. Se não estiver em uso, o ideal é retirá-lo.



19. Bagageiros muito cheios atrapalham a aerodinâmica. Dê preferência a modelos fechados (com desenho aerodinâmico) ou a colocar as bagagens no porta-malas.

20. Verifique periodicamente o estado dos cabos, velas e bobina, mantendo-os ajustados. Um bom funcionamento da ignição é fundamental para uma boa queima de combustível.

21. Mantenha a direção alinhada e as rodas balanceadas.

22. Ao abastecer, verifique se a tampa foi devidamente fechada, evitando um possível vazamento - principalmente em trilhas onde é comum seu 4x4 ficar inclinado.

23. Confira o estado da tampa do tanque. Se a vedação não estiver bem feita, a evaporação pode aumentar seu gasto com combustível.

24. Ao abastecer, não deixe que o frentista encha o tanque além do desligamento automático da bomba. O excesso pode transbordar e ainda corroer a pintura do veículo e danificar o canister (filtro dos gases do tanque).

25. Também para evitar a evaporação do combustível, procure estacionar à sombra.

26. Só abasteça em postos de confiança para evitar gasolina adulterada.

27. Com o tempo, a gasolina pode oxidar e formar uma espécie de goma que vai se depositando no sistema de alimentação acarretando um aumento de consumo. O uso de aditivos ou gasolina aditivada ameniza este problema.

28. Mantenha o motor regulado. Carburador, distribuidor e sensores dos bicos de injeção deverão estar com manutenção em dia.

29. Se seu jipe possuir roda-livre manual, evite andar na posição 4x4 sem necessidade. Rodando no asfalto, utilize sempre a posição 4x2.

30. Verifique o estado do catalisador. Danificado, ele pode fragmentar-se em pedaços que dificultam a saída dos gases de escape.

31. Embreagem patinando o força a acelerar mais para fazer o carro andar.

32. Mantenha o filtro de ar limpo. Faça a limpeza sempre que enfrentar muita poeira e substitua-o conforme a recomendação do manual do carro.

33. Após andar em lama e barro, dê ao menos uma ducha no jipe para tirar o excesso de barro acumulado, principalmente nas rodas.

34. Verifique os freios. Eles podem estar segurando o jipe mesmo sem ser acionado.

35. Verifique sempre o nível de óleo lubrificante.

Por: Adriano Rocha / Ilustrações: Josemar Zadra


Equipamentos off-road e sua utilização

Bloqueio de Diferencial: Com a função de anular o efeito do diferencial permitindo à transmissão enviar o mesmo torque para as duas rodas do eixo. Deve ser usado somente em obstáculos mais radicais quando uma das rodas estiver girando em falso. Pode ser instalado no eixo traseiro - o que é mais comum -, no dianteiro ou em ambos.



Cintas de Nylon: Dois modelos são utilizados e convencionais: o modelo de Ancoragem e o modelo de Reboque. Em média, elas possuem três metros ou dez metros de comprimento. Item importante para se ter dentro do veículo para as operações de salvamento e/ou para ancoragem do veículo na utilização do guincho.



Cordas de Polipropileno: Têm a mesma finalidade das cintas de nylon e, geralmente, seguem as medidas e padrões de fabricação. O detalhe é que elas apresentam um coeficiente de elasticidade maior fazendo com que, na hora da operação de reboque, não ocorram os trancos causados pela falta de elasticidade.



Macaco Hi-Lift: Um dos modelos de macacos mecânicos mais famosos do mundo, devido a sua vasta aplicação. Pode levantar o veículo por todos os lados desde que respeitada a resistência do ponto de apoio onde irá apoiar o Hi-lift. Ainda pode ser usado como guincho manual, arrastando, empurrando obstáculos comuns na prática do fora-de-estrada

Patesca: Roldana muito utilizada para duplicar e/ou guiar a direção do cabo do guincho. Usada em conjunto com o guincho, permite que sua força seja duplicada. Item fundamental para se ter associado ao guincho. Fabricada em aço galvanizado



Pontos de Ancoragem: Existem vários modelos no mercado; de Pino (foto), de Manilha, de G Bola, modelo Militar. Todos tem a mesma finalidade: facilitar a operação de resgate, seja para rebocar outro veículo ou para arrastar um obstáculo ou objetos por meio de uma corda ou cabo de aço. Fundamental em todos os veículos fora-de-estrada na dianteira e traseira do mesmo.



Roda Livre:
Componente mecânico que libera o contato das rodas dianteiras com o sistema de transmissão reduzindo o desgaste e aumentando a econimia de combustível. Existem modelos automáticos e manuais (foto).



Tirfor: Equipamento formado por dois ganchos, um cabo, uma catraca e uma alavanca manual. Serve como substituto do guincho para puxar ou destombar o jipe, retirar obstáculos do caminho, etc.



Por: Murilo Goulart e Adriano Rocha / Fotos: Krishna Muirhead


Dicas de Manutenção para Land Rover

LIMPEZA DO FILTRO DE AR DO MOTOR
O procedimento de limpeza ou substituição do filtro é bem simples, podendo ser feito por qualquer pessoa e não precisa de nenhuma ferramenta ou conhecimento profundo de mecânica. É só seguir as instruções do manual do proprietário e manter o filtro limpo. A vantagem desta manutenção será sentida diretamente no bolso: menor consumo de combustível e maior durabilidade do motor e sem falar na questão ecológica, pois, filtro de ar sujo aumenta sensivelmente a emissão de poluentes para a nossa atmosfera.

FREIO A DISCO
Após condução em trilhas com barro, areia, água, lama e minério é normal à impregnação desses detritos no alojamento das pastilhas nas pinças de freio. A fim de remover estes detritos que podem causar ruídos indesejáveis e desgaste prematuro do conjunto é aconselhável que se aplique um jato de água com média pressão nos discos, pastilhas e pinças de freio, isso já é suficiente para manter o sistema de freio em ordem.


SEPARADOR DE ÁGUA DO DIESEL
Drenagem:
de fundamental importância para manutenção correta dos veículos Land Rover

siga as instruções do manual e proceda a drenagem do filtro sedimentador do combustível. A presença de água no combustível é prejudicial aos componentes de injeção (bomba e bicos injetores) existe um filtro decantador na linha de combustível a fim de promover a fácil drenagem da água decantada com a passagem do combustível.

PNEUS
Talvez a chave para boa performance Off-Road dependa da escolha correta, utilização e monitoramento de pressão dos pneus dos veículos Land Rover. Para cada tipo de utilização existe um modelo de pneu adequado além de uma pressão recomendada. Para incursões Off-Road o que é usado de modo geral é uma pequena redução da pressão nos pneus para aumentar o conforto dos passageiros, proporcionar maior capacidade de aderência e tração em pisos escorregadios e reduzir o desgaste dos componentes da direção e suspensão garantindo uma menor exposição a danos nos pneus. Não esqueça: Ao retornar para a estrada de asfalto calibrar os pneus com pressão recomendada principalmente ao conduzir em alta velocidade.

Barreira, Marco Túlio.Dicas de manutenção para Land Rover, Tribo 4x4 Off-Road, Contagem-MG, nº 12, ano 03,


Terrenos difíceis
Para se sair bem em situações difíceis, é preciso mais do que coragem e espírito de aventura, é preciso conhecimento. Aqui você encontra informações preciosas para saber o que fazer em diferentes tipos de situação e terrenos.

Mata fechada
Preste atenção aos espelhos retrovisores e à antena do rádio para não danificá-los no trajeto; Em veículo aberto, o cuidado com passageiros deve ser redobrado, evitando possíveis escoriações com galhos e espinhos; Caso tenha dúvidas sobre a segurança do trajeto, pare o carro e verifique se embaixo de folhas e troncos caídos existe algum buraco, depressão mais acentuada ou erosão no terreno; Não tente cortar caminho, mesmo com GPS e mapas de boa qualidade em mãos. Tomar essa decisão pode ser desastroso para a natureza

Água
Observe as condições das margens, tanto para a entrada como para a saída do veículo; Assegure que você está com os acessorios para travessia (snorkel): rio com corrente forte é sinal de leito não lamacento. Corrente fraca pode indicar presença de limo macio e profundo; Verifique a profundidade do rio (o aconselhável é até 50cm de profundidade) e possíveis obstáculos, como pedras e troncos; Certifique-se de que componentes elétricos estão protegidos, com graxa à base de silicone, nas partes mais vulneráveis; Aplique graxa nas partes mais expostas do veículo; Vá devagar para evitar a formação de "ondas"na frente do veículo; Depois da travessia, verifique pneus, radiador e funcionamento geral dos componentes. Acione os freios para secar suas pastilhas.

Subidas e descidas íngremes
Engate a reduzida; Bloqueie o diferencial central (caso possua); Vá devagar, evitando bater a base do veículo; Não realize manobras bruscas; Como medida de segurança, prefira andar sempre acompanhado de outro veículo que tenha guincho; Evite frear em descidas escorregadias para que o veículo não saia da trajetória, utilize o freio motor ou o HDC.

Rocha
Em inclinação rochosa, a força de tração é mais importante do que a potência; Mantenha o veículo em baixa marcha.

Barro/Lama
Faça um reconhecimento a pé para antever problemas; Verifique a existência de paus ou pedras cobertos que possam furar um pneu ou bater embaixo do veículo; Observe a existência de valas profundas em que haja a possibilidade de atolar. Utilize-se de um pedaço de pau ou bambu para medir a profundidade do alagadiço; Mantenha a velocidade baixa e constante; Não acelere demais, isso faz com que os pneus percam a aderência e patinem; Evite passar em facões feitos por outros carros, em especial se forem profundos. Prefira o terreno mais irregular

Areia
Procure evitar areia fofa; Previna-se carregando sempre uma pá plana para caso de afundamento; Se o veículo afundar, tome cuidado para não apoiar os eixos; Acelere pouco, mantenha velocidade constante; Na praia, verifique as tábuas de maré e evite circular perto da água; Se o carro encalhar, confira mais uma vez a tábua de marés e busque rapidamente auxílio; Passe com cuidado por filetes de rio ou pequenos riachos; Em piçarras - terreno que une areia e cascalhos - jamais use os freios bruscamente. Reduza a velocidade reduzindo as marchas e dando leves toques no pedal; Em dunas, procure andar sobre a vegetação rasteira (onde o terreno é mais firme), desça o morro em marcha reduzida e peça sempre ajuda a pessoas acostumadas com o terreno.

Pontes mal conservadas
Desça do carro e analise a ponte, buscando mapear os lugares em que a madeira esteja em melhores condições; Caso após a inspeção ainda haja dúvida sobre a segurança do local, procure um desvio; Se a travessia for inevitável, passe devagar e em velocidade constante pelos lugares que estiverem mais firmes; Reforçar a estrutura com galhos ou pedaços de madeira pode garantir um pouco mais de segurança.

Fonte: Land Rover Experience.


CUIDADOS COM SEU JIPE ANTES DA TRILHA

Durante a trilha, seu chassi e suspensão trabalharão bastante, a embreagem o todo tempo sendo solicitada, o motor alternando momentos de torque máximo e de alta rotação; a temperatura ambiente pode estar alta ou muito baixa dentro das trilhas. E você que adora seu Jipe, a natureza e os desafios precisa ter o cuidado de prepará-lo para a trilha e aprender a reconhecer os sinais que seu veículo transmite durante e após a mesma. Qualquer pequeno problema que muitas vezes convivemos no asfalto se transforma em um enorme na trilha, porque você estará distante de tudo e ainda será o “ancora” do grupo. Jipeiro é solidário, mas brincar na trilha é muito mais divertido. Abaixo segue alguns cuidados a seguir :

Nível do óleo: motor / transm. / caixa de transferência e eixos Verificou o nível ? Esta na hora da troca ? Não confunda vazamento com rastro.
Embreagem/ folga do pedal Verificou a folga ? Não deixe enforcar. Sente o cabo prender ou emitir ruído ? Troque-o.
Freios Nível de fluido baixo demonstra vazamento ou desgaste do material de atrito. Verificar.
Pneus Rodas apertadas ? Estado dos pneus ?
Tensão e estado das correias Barro e pó são abrasivos, encurtam a vida e a eficiência das correias. Correia é barata, tenha uma de reserva.
Mangueiras do arrefecimento, radiador, tampa e aditivo Mangueira rígida requer troca - mangueira isola as vibrações do motor ao radiador. O aditivo protege o sistema de corrosão, do congelamento e fervura. Utilize a tampa com especificação de pressão adequada ao seu veículo.
Carburador Atenção na altura da bóia, pois é desagradável motor morrendo nas erosões, e marcha-lenta firme e redonda ajudam quando você precisa ir lento, mas com força.
Respiros: Transmissão, eixos e caixa transferência Verificou o estado das mangueiras e braçadeiras ?
Filtro de ar A caixa e as mangueiras de ligação precisam estar bem seladas. Qual é o estado do filtro ?


Distribuidor, cabos e velas Motor no ponto, velas com folga e coloração adequada (castanho claro). Leve uma lata de spray desengripante (tipo WD40), uma boa pulverizada no distribuidor e bobina, e seu motor inundado pela água durante a trilha, voltará a vida rapidinho, pois o óleo expulsa a água.
Sistema de escape Para motor original, escapamento original! Pois a contrapressão é a correta ao seu motor, permitindo um funcionamento “redondo” nas várias faixas de rotação. Verifique o estado dos coxins
Cruzetas e junta elástica Tudo muito bem engraxado, sem economia
Terminais de direção Coifas não podem estar rasgadas e pivôs devem estar sem folga. Engraxe os pivôs caso aplicável.
Água
Leve água para eventualmente repor no radiador e também caso seu radiador esteja enlameado, espere o mesmo esfriar e lave-o na trilha mesmo evitando que o barro seque, o que pode levar o motor a ferver, pois ele dificultará a troca de calor.
Pontos de ancoragem No mínimo 1 na dianteira e na traseira
Cabo de aço ou cinta com gancho na ponta ou anilha Pelo menos um dos dois tipos
Limpador de Pára-brisa Verificar estado das palhetas e funcionamento



As dicas acima identificam alguns cuidados básicos. Para maiores detalhes sempre consulte o Manual de proprietário do seu veículo ou seu Mecânico de confiança.
Os cuidados acima são básicos e na trilha surgem imprevistos, portanto procure conhecer seu Jipe para tirar o máximo dele.

Texto : Jorge R.


TÉCNICAS BÁSICAS PARA OFF-ROAD

Ao trafegar por estradas de terra é sempre bom deixar o jipe com tração 4x4 ligada, para ter maior dirigibilidade e segurança (não esqueça de ligar as rodas-livres se forem do tipo manuais!). Outra vantagem é que se você precisar usar a reduzida, como por exemplo numa subida íngreme, o jipe já estará 4x4. Para vencer alguns obstáculos, como por exemplo atravessar lamaçais e erosões, e bom esvaziar um pouco os pneus. O quanto de pressão vai depender de cada modelo de pneu e da sensibilidade do piloto. Pressões entre 12 e 16 psi são muito usuais entre os jipeiros. Não esqueça que os pneus devem possuir câmara, pois se não eles podem sair da roda !!! Para atravessar rios e alagados, é prudente certificar-se da profundidade e do tipo de terreno que está de baixo d'água - alguém vai ter que se molhar... Uma dica é não acelerar muito para não aumentar a coluna d'água na frente do jipe. O uso da reduzida também é recomendado.


Se o seu jipe for álcool ou gasolina, as partes elétricas (distribuidor, bobina, etc.,) deverão estar protegidas.
Para atravessar areiões, o segredo e manter a velocidade constante e evitar parar o jipe, pois se não você poderá atolar. Pneus com grande flutuação, bem largos, são os mais indicados (veja Escolhendo o tamanho dos pneus do seu Jipe). O motor do seu jipe terá que fazer muita força para andar na areia, e em alguns casos é recomendado o uso da reduzida. Para concluir, nunca entre sozinho numa trilha. Se algo der errado com o seu jipe ou se você ficar atolado, não vai ter a quem recorrer. Faz parte do espírito jipeiro a solidariedade, por isso não deixe de ajudar se você encontrar alguém em dificuldades na trilha. Lembre-se sempre: jipeiros são pessoas politicamente e ecologicamente corretas, respeitam as pessoas e as propriedades e não agridem a natureza.
Boas trilhas !!!

Texto :Gerson A. Lourenço


DICAS PARA TRILHA.
A primeira trilha ninguém esquece...
Dirigir na trilha pela primeira vez é uma experiência mágica.
Mas é necessário respeitar várias regras simples.

É comum ouvir histórias impressionantes envolvendo Off-Roaders sem experiência. Se o carro ou o piloto não estão bem preparados , a trilha será lembrada como a mais demorada, a mais difícil ou aquela em que o 4x4 foi rebocado o tempo todo, recebendo o apelido de "ROLHA DE TRILHA" pois entope o caminho.

O 4X4 IDEAL
Não existe um veículo ideal para todos os tipos de trilhas e terrenos : Lama, areia ou pedras. Cada situação requer uma preparação diferente, o que torna inviável um só "Tuning". O mais prático é escolher um veículo "genérico" e, com sorte e, principalmente, perícia e experiência, ele atenderá à maioria das tarefas que esperamos dele. Não dispense a ajuda daquele seu conhecido "expert" no assunto, isso poupa tempo e dinheiro. O melhor 4x4para o iniciante é aquele que cabe no seu orçamento, mas aqui vão algumas dicas que podem ajudar na escolha. Obviamente esta é uma análise rápida e curta.

JEEP WILLYS, Ford, Rural e F75
Em qualquer ano ou modelo, é tradicional "entrey car" (carro de entrada em determinado segmento de mercado) de todos os iniciantes e profissionais do off-road. E foi o primeiro a ser comercializado em larga escala e, até hoje, é o mais numeroso nas trilhas brasileiras. Ao omprar , faça uma inspeção cuidadosa, pois devido à idade avançada da maioria estão rodando, pode haver sérios problemas Mecânicos ou de corrosão.

SUZUKI SAMURAI
Verdadeiro guerreiro das trilhas, este 4x4 japonês é realmente um vencedor. É valente e supera obstáculos que muitos pilotos experientes não imaginam. Parecido com os Willys, o Samurai, apesar de ter suas vendas interrompidas, é um dos preferidos pelos pilotos iniciantes. Dotado de tração 4x4 optativa, é leve e tem um bom conjunto mecânico. Faz trilhas com obstáculos pesados, sem apresentar muitas quebras (é bem resistente).Os modelos mãos novos possuem suspensões com molas helicoidais na dianteira, aumentando o conforto.

JPX
Fabricado no Brasil na década de 90, está 4x4 optativo é muito é muito bom, dotado de uma suspensão imbatível no off-road. Entretanto ele é pesado e tem problemas relacionados ao motor, especialmente no sistema de arrefecimento. Peste atenção nesse detalhe. Com preço maior que os outros, o modelo tem como vantagem adicional motorização a diesel (por isso o preço maior).


ENGESA
Também fabricado no Brasil pela empresa homônima, este 4x4 optativo é uma boa opção de compra para iniciantes. Oferece suspensão com molas helicoidais de grande curso, tem a desvantagem de não oferecer caixa de transferência (redução), o que foi compensado por uma primeira marcha bastante reduzida. Foi vendido com motor a gasolina (originalmente motor GM Opala 4 cilindros) e diesel (4 cilindros Perkins) com muito poucas unidades originais.

NIVA
Valente veículo russo importado na década de 90. Este 4x4 integral é valente nas trilhas, mas sofre pela ausência do chassis (é fabricado em sistema monobloco),
o que diminui sua vida útil, principalmente quando usado em obstáculos pesados (erosões). Verifique com cuidado o estado da carroceria para corrosão e trincas.

LAND ROVER - DEFENDER
Este veículo inglês foi importado pelo Brasil em 1991 e em 1999 passou a ser produzido aqui. Fabricado desde 1948, este 4x4 integral tem boa aceitação no mercado, tendo como principal obstáculo o preço alto (tanto para aquisição de usado quanto de novo), principalmente devido ao motor diesel. Ao adquirir um modelo antigo, atente para a transmissão (folgas e vazamentos) e corrosão do chassis.


TROLLER
Veículo nacional de boa aceitação no mercado. Com 4x4 optativo, tem boa relação custo/benefício(principalmente na versão a gasolina/álcool), suspensão em molas helicoidais, baixo peso e conforto são os pontos de destaque deste 4x4. A versão movida a motor a diesel é mais cara. Para comprar um usado, atente ao sistema de direção e transmissão(quebras e vazamentos).


PREPARANDO-SE PARA PILOTAR.
Existem diversos cursos Off-Road, ministrados por Jeep Cubes e profissionais da área que ensinam as principais técnicas de condução e, principalmente, segurança. Nunca vá para trilha sozinho (se possível faça o percurso em dois ou mais carros ). As vezes, o piloto acha que é suficiente saber dirigir bem para enfrentar as trilhas , mas quase sempre a presença do "Zequinha" é oportuna e pode salvá-lo de apuros. Mantenha sempre os dedos fora do volante, pedras no chão (algumas invisíveis) podem se chocar contra as rodas e fazer com que o volante gire forte e sem aviso, podendo até quebrar os dedos se eles estiverem dentro do aro. Mantenha os pneus traseiros e dianteiros nas pedras mais altas, com isso o piloto tem a certeza de que o restante do seu 4x4 está a salvo por baixo. Ao entrar na terra , use todos os recusos disponíveis no 4x4, terrenos com pouco atrito permitem o acionamento da tração 4x4(nos veículos equipados com 4x4 optativo) ou o bloqueio do diferencial central (veículos equipados com tração 4x4 integral).


ESCOLHENDO A TRILHA
Na estréia, escolha uma trilha leve, sem barrancos ou precipícios que possam causar sustos. Como a primeira impressão é a que fica, um roteiro muito radical poderá "espantar" seus familiares, principalmente se o piloto for estreante. Para fazer uma trilha é importante levar água potável em quantidade razoável para todosos ocupantes, uma muda de roupa (pode chover) , ferramentas (mesmo que o piloto não saiba consertar o carro, sempre pode-se encontrar alguém disposto a ajudar) e alguns alimentos leves (frutas, biscoitos, barras energéticas), pois nunca se sabe o tempo exato da aventura.

 

 

 

Por - Luiz Fraga - Revista 4x4 & Cia - Dezembro de 2004


Dicas sobre Hélices
Hélices: girando sem parar.

Pouco conhecida nos Off-Roaders, a hélice é um dispositivo importante no circuito de refrigeração dos veículos . Se estiver mal balanceada, por exemplo, causa vibração no motor e pode destruir rolamentos ou causar estragos maiores.

OS TIPOS
Em relação ao material a hélice pode ser fabricada em aço ou plástico - que equipa os veículos mais modernos . As de aço são mais antigas e resistentes, porém mais suscetíveis a problemas de balanceamento (como batidas por exemplo). Os riscos de danos ao radiador também são maiores. Se ocorrer um problema na parte frontal da hélice - suporte do radiador, por exemplo, - ela ficará roçando no radiador, causando um estrago e tanto. As peças feitas de plástico só ficam desbalanceadas quando ocorre quebra total ou parcial.

Os motores modernos trabalham em temperaturas mais altas ( o que significa menor consumo e poluição) e geralmente usam hélices plásticas, que permitem maior fluxo e velocidade do ar. As hélices plásticas são mais leves e resistentes , necessitando de rolamentos menores.

CONDUZINDO O FLUXO
Uma peça importante do conjunto de arrefecimento é o defletor, cuja função é direcionar o ar para forçá-lo passar pelo radiador. Se o motor de seu 4x4 possui originalmente um defletor, não o retire pois isso poderá aumentara temperatura do radiador e, conseqüentemente, do motor. Os defletores em geral são fabricados de plástico (mais modernos) ou de aço moldado (mais antigos). Essas peças são presas ao radiador e necessitam que a hélice esteja perfeitamente alinhada para que não raspe em nenhum lugar.

MAIORES PROBLEMAS
Desbalanceamento são, sem sombra de dúvida, o maior problema das hélices. Essa irregularidade pode estragar completamente os componentes ligados a peça, como a polia e as correias, ocasionando aquecimento. Normalmente as hélices são montadas diretamente na bomba de água. Uma batida pode danificar a bomba definitivamente. Para evitar estes danos, o motorista deve estar sempre atento a ruídos estranhos do motor, bem como executar um check-up antes da trilha para verificar se a hélice esta com a rotação normal, se não pega em nenhum lugar e se as correias estão esticadas normalmente. Correias folgadas permitem o deslizamento das polias, perdendo rotação, causando aquecimento e até mesmo a falta de carga na bateria (caso da correia do alternador).

ENTUPIMENTOS
A hélice pode estar perfeita, mas se o radiador não estiver limpo o ar não passará, causando o aquecimento do motor e o aumento da pressão no circuito de arrefecimento. A lama é o entupidor principal do radiador, portanto, depois de uma trilha, cheque o estado do mesmo. Se o motor aquecer na trilha - o barro deve ser o principal suspeito - lave o radiador imediatamente. Como o radiador trabalha sob temperaturas altas, a lama seca logo e se transforma em uma massa difícil de ser retirada da colméia, dificultando muito a limpeza posterior. Sujeira por dentro do radiador é mais difícil de ser detectada, mas é tão ou mais prejudicial quanto a externa. Por isso, use somente fluídos especificados pelo fabricante. Caso seja necessário, mande "varetar
" o radiador (expressão usada para a limpeza interna do radiador) e cheque se as mangueiras estão completamente livres ( existem diversos casos de mangueiras com "descolamento" interno que não permitem a passagem do fluído refrigerante) e as abraçadeiras estão completamente apertadas. Já que o sistema está sendo vistoriado, cheque também a tampa do radiador , outra peça aparentemente simples e que costuma ser negligenciada. Uma tampa com vazamento de pressão pode fazer com que o fluído refrigerante ferva e seja expelido para fora, podendo causar danos graves ao motor.
oooo

ACOPLAMENTOS
Nos motores mais modernos, geralmente as hélices não estão mais conectadas a bomba de água e sim a um rolamento específico para ela. Com a finalidade de economizar combustível e manter a temperatura do motor em níveis ideais, a hélice "ganhou" um acoplamento interno que permite um certo "deslizamento" da hélice em relação a rotação do propulsor. Os acoplamentos mais comuns nos 4x4 são os viscosos confiáveis e relativamente baratos. Um sistema integrado ao acoplamento "sente" a temperatura do radiador e opera uma válvula que permite ao acoplamento deslizar mais em relação à correia que o aciona. Quando a temperatura do radiador aumenta, o acoplamento diminui a diferença de rotação, fazendo com que a hélice gire em uma rotação maior, refrigerando mais o radiador, diminuindo conseqüentemente a temperatura.

CORREIAS
Atualmente, existem dois modelos principais de correias, a tipo "V" e a tipo poli "V" . O tipo "V" mais comuns em veículos antigos - são confiáveis e fáceis de trocar, mas podem "escorregar" se estiverem molhadas ou sujas. É bom ter cuidado com o esticamento exagerado pois isso pode causar quebra de rolamentos. Como essas correias giram mais de um componente do motor, cuidado, pois sua quebra pode prejudicar diversas peças. A troca da correia tipo "V" normalmente é feita aliviando-se a tensão do alternador. Depois a correia antiga é substituída pela nova. No final, estica-se novamente a correia. Depois de alguns dias de trabalho do motor, aconselha-se nova checagem da tensão.

Se for necessário, estique mais uma vez a correia pois a mesma costuma lacear. As correias tipo Poli "V" (como o próprio nome já diz, composta de vários "V" ) mais modernas e práticas, costumam conectar os movimentos de diversos componentes (bomba de água, bomba de direção, alternador, hélice, etc). Por isso, necessitam de esticadores automáticos e, às vezes até polias direcionadoras. Esses modelos são mais difíceis de romper; só se partem e caso de travamento de algum componente ou rolamento.

Na troca de uma correia Poli "V" é aconselhável desenhar um esquema, pois a montagem pode, na maioria dos casos, ser feita de duas formas diferentes. Caso exista um esticador automático, a checagem da tensão da correia é desnecessária. Somente verifique as marcas do esticamento máximo. Se as linhas estiverem alinhadas, a correia deverá ser traçada. Com um bom ventilador e o circuito de refrigeração adequado, seu 4x4 durará muito mais e as trilhas poderão ser feitas com maior segurança.
Até a Próxima !!!!

Por - Luiz Fraga - Revista 4X4 & cia - Julho 2004


Cuidados a serem tomados com seu GPS
As limitações técnicas do equipamento


Aqui falaremos sobre os cuidados que devem ser tomados , sabendo-se das limitações técnicas de seu GPS. Nenhuma delas se refere a algum fabricante específico, mas da natureza técnica com a qual foram concebidos. Nunca se esqueça que seu GPS funciona a partir de sinais emitidos por satélites. Quando estiver andando em um vale profundo (cânion), podem ocorrer dois fenômenos. Falta de sinal, pois eles serão barrados pelos rochedos laterais. Eventualmente poderá ter um sinal , muito rapidamente, quando um satélite passar sobre o vale. Se estiver em um vale onde uma das montanhas é menor que a do outro lado, poderá ter leitura de erro de localização devido ao fenômeno que chamamos de "multicaminho".

Ou seja, por uma janela que se abriu seu GPS tem acesso a alguns satélites, ele chega a receber o sinal, mas quase que ao mesmo tempo receberá o mesmo sinal que foi rebatido na montanha oposta mais alta. Para ser mais simplista, é o mesmo efeito de sombra no seu televisor quando possui antena externa. O GPS lê este sinal atrasado (refletido) e o calcula também, dando uma localização errada do ponto em que se encontra.
Por esse motivo, deve-se ter mais atenção ao utilizar o GPS quando entrar em trilhas dentro de vales. Também não devemos nos esquecer quando estamos em locais com mata densa. As folhas das árvores atuam como isolantes dos sinais recebidos dos satélites. Por isso, não fiquem chateados quando forem as trilhas onde a mata cobre parte dela. Provavelmente, perderão o sinal até que encontrem uma clareira. O GPS mostrará novamente o sinal, ligando-o através de uma linha reta ao ultimo ponto coletado. As curvas que fez e os obstáculos vencidos não serão mostrados pois nesse local a mata isolou os sinais provenientes do satélite. Não se assustem , pois é assim que o GPS trabalha, ligando os pontos percorridos. Como o último ponto foi bem antes da clareira , o GPS entende que você percorreu uma linha reta . Nunca se esqueça que se seu Off-Road for com capota de aço, ele necessitará de uma antena externa para GPS, pois as partes metálicas do carro também são isolantes dos sinais provenientes dos satélites. Se o seu Off-Road for de fibra , não terá este problema, pois o sinal do satélite atravessa facilmente a fibra de vidro.

Por Miguel Ângelo Milink - Revista Tribo Off-Road - Ano 3


Dicas para uma boa viagem.
Como se preparar para viagens longas ?


Qualquer viagem, mesmo longa, pode ser interessante. Porém, viajar de carro pode se tornar um problema por puro descuido do motorista. Para evitar que isso aconteça, a gente preparou algumas dicas pra você.


ANTES DE VIAJAR

Faça uma revisão completa. Cheque principalmente o estado dos pneus, dos faróis, das lanternas, do limpador de pára-brisa e o prazo de validade do extintor de incêndio. Leve toda a documentação do carro, o cartão do seguro e a sua carteira de motorista. Verifique se todos estão em dia. Se preferir, leve a cópia do documento do carro, mas lembre-se que ela deve estar autenticada pelo Detran de seu estado.

É importante ter uma lanterna, um canivete e algumas peças extras, como por exemplo, a correia do radiador e alguns fusíveis, para o caso de precisarem ser substituídas.
Verifique a calibragem dos pneus, o estado do estepe, o nível de óleo do motor e o fluído do freio. Na hora de fazer as malas , distribua o peso maior nas partes baixas e evite volumes muito pesados no bagageiro do teto.


DURANTE A VIAGEM
Prefira viajar de manhã, nesse período, as estradas ainda não estão cheias, você pode aproveitara luz do dia e a temperatura mais amena. Pare para descansar a cada intervalo de três horas ou sempre que sentir sono. É a melhor forma de evitar acidentes. Vá devagar com o ritmo. Não é necessário correr e nem se preocupar em percorrer distâncias enormes em apenas um dia. É melhor ir com calma. Acenda os faróis no final da tarde, quando começar a escurecer, ou em caso de neblina. Nesses casos a lanterna pode não ser suficiente. Não perca a paciência, imprevistos acontecem. Lembre-se que você está de férias e não vale perder o bom humor por causa de um pneu furado.


NA HORA DA VOLTA
Lave o carro antes de iniciar a viagem para acabar com a poeira e a sujeira acumuladas. Cheque novamente o óleo, o fluido do freio e os pneus, principalmente, se a viagem tiver sido muito longa. Verifique se o alinhamento e o balanceamento das rodas não foram alterados, ainda mais se tiver passado por estradas muito esburacadas.

Por Carlos Alberto da Costa - Tribo Off-Road - Ano 3 - Nº 12


Dicas para pegar pesado com seu 4x4.
Nessa dica mostraremos que existem certas características que nenhum 4x4 de fábrica oferece.
E cabe a você deixar seu jipe pronto para qualquer desafio, elaboramos uma lista de altarações que deven serfeitas para torná-lo um verdadeiro trilheiro.


SUSPENSÃO:

A consepsão ideal para o melhor veículo de obstáculos é composta por eixos rígidos, com molas helicoidais de grande curso.
Isso permite às rodas ¨buscarem¨ o terreno lá em baixo, fazendo com que o carro fique menos tempo com as rodas no ar, amplia - se a estabilidade e possibilidade de passarem em grandes erosões.

VÃO LIVRE: O veículo off road ideal tem de ter uma altura mínima do solo maior que 320 milímetros, para possibilitar o uso de pneus grandes .

ÂNGULOS DE ENTRADA E SAÍDA: Acessórios que levantam a suspensão deixarão o veículo com ângulos de entrada e saída muito maiores . Ângulos superiores a 45 graus, por isso não se esqueça de embutir todos os acessórios (guincho, farol, etc...)no menor espaço possível, na frente e trás para não diminuir estes ângulos.

PNEUS: Os pneus tem que ser grandes, principalmente em diâmetro. Evite pneus largos , eles forçarão a suspensãoe o sistema de direção.

RODAS:Quanto maior o diâmetro melhor e procure as ventiladas, para não grudar barro por dento, elas são mais fáceis de lavar do que as rodas integrais.

CAIXA DE TRANSFERÊNCIA:A caixa de transferência deverá ser reestudada devido ao aumento do diâmetro do conjunto
Rodas / Pneus.

CÂMBIO: Deve ter o maior número possível de marchas e bons engates, o que possibilita a troca rápida em situações em que haja necessidade.Capriche na escolha de embreagem pois ela tem que ser robusta.

MOTOR: Se puder escolha um movido à diesel, são mais lentos no asfalto, mas tem grandes vantagens em travessias de rios.

DIFERENCIAIS:Devem bloqueáveis manual ou automaticamente, com sistemas que permitam 100% de bloqueio.

Motores movidos a dieseldevem ser os preferidos, pois possuem maior torque em baixas rotações e são praticamente imunes à água.


Para "mergulhar" com segurança, não deixe de equipar o jipe com um snorkell

GUINCHO: Se a idéia é fazer resgate, use um mecânico ou hidráulico, mas se for andar sozinho, escolha um modelo elétrico, pela simplicidade de uso e possibilidade de operar sem a ajuda de alguém.

PONTOS DE ANCORAGEM: Um bravo 4x4 deve ter 4 pontos de ancoragem: no chassi, dois na frente e dois atrás.

PROTETORES:
Instale todos os protetores inferiores que o mercado puder oferecer e procure fabricar os que não são oferecidos, tentando deixar a parte de baixo do 4x4 a mais lisa possível, isso o protegerá.

GAIOLA: Importantíssimaem um 4x4, procure uma gaiola que seja homolongada. Assim se for o caso o veículo poderá participarde competições sem problema.

Referência Bibliográfica: Revista4x4 & Cia Novembro de 2003


Dicas Para o uso do Freio de Mão



AUXÍLIO PRECIOSO

Na falta do freio de serviço, o freio de mão está sempre presente, para dar apoio e força nas emergências. Um freio convencional (de serviço ou pedal) parte de um sistema hidráulico. Já o freio de estacionamento é um sistema baseado em um cabo de aço ou varão - tirante ou haste com rosca nas duas pontas que permite uma regulagem em algum ponto do sistema. É portanto, totalmente mecânico, menos sujeito a problemas hidráulicos (vazamentos, sujeira no óleo...) e, teoricamente, a avarias.

CAVALOS DE PAU
Na grande maioria dos 4x4, o freio de estacionamento é acionado por cabo e se encontra antes da transmissão traseira, ou melhor, entre a saída da caixa de transferência e o cardan traseiro. Isto significa que o tambor e as lonas estarão freando o pinhão do diferencial, que por sua vez, freará a coroa e descarregará todo o torque (esforço) nos dentes do conjunto coroa/pinhão. Devido a este arranjo mecânico, não se deve (podendo ser até mesmo desastroso) tentar dar um "cavalo de pau" com um veículo 4x4 equipado com o freio de estacionamento na transmissão. Ao frear o veículo em movimento, a inércia fará com que o pinhão ou a coroa sejam destruídos. Portanto, informe-se antes de tentar esta operação a fim de saber se o freio de estacionamento de seu 4x4 fica na transmissão ou não. Pior ainda se o veículo tiver freio de estacionamento no cardan e transmissão 4x4 permanente, pois o "Bicho" vai frear as quatro rodas e pode causar grande prejuízo. A grande vantagem deste sistema é frear muito mais que o convencional (descrito abaixo), pois ele aproveita a relação de redução do diferencial e torna-se realmente "potente". Um outro sistema existente, que equipa algumas versões do Willys e outros 4x4, é o freio de estacionamento convencional, nas rodas traseiras, como nos carros de passeio (4x2) com freio a tambor atrás. Um cabo de aço aciona os patins do freio; os mesmos patins que são acionados hidraulicamente quando se pisa no pedal. A desvantagem principal deste sistema é que o torque do freio não é aumentado pela transmissão, que usa a relação de redução do diferencial para aumentar o poder de frenagem.

PROBLEMAS
Mesmo sendo mecanicamente simples, o sistema de freio de estacionamento está sujeito a problemas. Vamos listar os mais importantes, tanto no sistema de freio na transmissão como nas rodas.


Use sempre um calço antes de erguer seu 4x4 para a troca de pneus

1- SISTEMA TRAVADO POR SUJEIRA:
muito comum na prática do off-road. A vedação do tambor e das lonas não é muito eficiente e deixa a lama e a areia entrarem, travando o sistema. Se o freio travar solto, menos mal, apenas ficaremos sem o freio de estacionamento. Se travar preso, má notícia: uma desmontagem do sistema deverá ser feita quanto antes, a fim de limpar e engraxar todos os componentes de sistema. Ajuda se você estiver com um martelo ou marreta e der algumas batidas na lateral do tambor é feito de ferro fundido e pode quebrar. Costuma-se desengripar o sistema desta maneira, desmontando-o assim que possível.
O travamento freado costuma ocorrer em locais com grande umidade relativa (praia) e calor, causando problemas sérios . Aconselha-se ,nesses casos , não "abusar" da alavanca e estacionar seu 4x4 com a marcha engatada

O tambor imobiliza o carda, que por sua
vez imobiliza o pinhão e em seguida
imobiliza a coroa e depois as rodas.


2- QUEBRA DE CABO DE AÇO: Certamente o sistema deverá ser desmontado e o cabo danificado, trocado. Aproveite para limpar e engraxar todo o sistema, evitando problemas com os mencionados acima.

3- DESREGULAGEM CABO OU VARÃO: Nos veículos equipados com sistema de cabo de aço, este problema é mais sentido, pois o cabo tende a se dilatar com o uso . Ele aumenta de tamanho e causa a impressão de que o freio "está muito acima do normal". Regule no esticador da capa; se não der mais regulagem (cabo mais comprido que o normal), troque o cabo. Caso o sistema de seu 4x4 seja de varão (hastes com roscas nas duas pontas), modifique o tamanho do varão (dependendo do ponto onde está o varão rosqueado, este pode ser diminuído ou aumentado, a fim de fornecer o curso ideal para o acionamento), regulando nas porcas das extremidades.


sistema de freio de mão nas rodas, com tambor na trazeira
e acionamento por cabo


4- REGULAGEM DA SAPATA:
Deverá ser feita para compensar os desgastes das sapatas. Cuidado para não deixar o freio muito "apertado", pois com o calor as sapatas podem se dilatar e travar seu 4x4. a sensação de um freio de estacionamento regulado muito "apertado" é a mesma de um coxim solto. Em baixa velocidade o veículo "treme".

Tambor de freio de estacionamento de um Land Rover Defender.

CARACTERÍSTICAS ESPACIAIS

O sistema que utiliza tambor na transmissão sempre terá uma folga até paralisar totalmente o veículo. Esta folga se deve ao fato de que o tambor não está parando as rodas e sim o pinhão do diferencial, que tem sempre uma folga em relação a coroa. É recomendado contar os "clicks" da alavanca do freio de estacionamento até a parada de seu 4x4. Na próxima operação, faça da mesma maneira, salvando o cabo de aço de esticar-se mais que o necessário, visto que as sapatas já se encontrarão encostadas e com força suficiente para paralisar o veículo. Ao trocar os pneus de seu 4x4 não se esqueça d consultar o manual. O freio de estacionamento em sua grande maioria, trava somente o eixo traseiro. Se o sistema for na transmissão, assim que uma roda for levantada o torque do freio será transferido para a roda levantada (devido ao efeito diferencial) deixando seu 4x4 "solto". Já pensou se você estiver trocando um pneu em uma ladeira e seu 4x4 "pular" do macaco e descer a rampa desgovernado? É aconselhável então usar um calço de roda diagonalmente oposta à roda, que vai ser retirada, diminuindo o risco de um acidente.


Alavanca de Freio de mão de um Land Rover, 4x4 em que o freio de mão atua no diferencial.


Por - Luiz Fraga - Revista 4x4 & Cia - Set 2004


Dicas sobre o estado das velas.
Uma vela boas condições é essencial para garantir o bom funcionamento do motor.

A aparência dos eletrodos e do isolador revela informações sobre o funcionamento da vela, o combustível e o motor. Analisando o estado da vela você pode identificar o problema do motor. Mas antes da avaliação, duas condições devem ser satisfeitas:

1- O veículo deve ter rodado pelo menos 10km, com o motor funcionando em diferentes rotações, situadas na faixa média de potência.
2- Deve-se evitar um funcionamento prolongado em marcha lenta antes de desligar o motor.

1- NORMAL
O pé do isolador apresenta-se amarelado-cinza ou marron-claro e o motor em boas condições significa que o índice térmico está correto.

2-FULIGINOSA (carbonização seca)
O pé do isolador, os eletrodos e a cabeça da vela ficam cobertos por uma camada fosca de fuligem preta aveludada (seca).
Causas: carburador regulado com mistura rica, filtro de ar sujo, afogador automático com mau funcionamento, afogador manual puxado por longo tempo, uso de combustível fora da especificação, motor funcionando em baixa rotação por tempo prolongado, ponto de ignição atrasado e uso de vela incorreta, vela muito fria para o tipo de motor.
Efeitos:falhas de ignição, o motor falha em marcha lenta, dificuldades de partida a frio.
Soluções: Regulagem correta de carburador e do ponto de ignição. Aconselha-se averiguar a qualidade do combustível que está sendo utilizado, substituir o filtro de ar, acelerar o motor (rodando com o veículo) lentamente até a carga total (rotação máxima), para queimar os resíduos de carbono. Evitar que o motor funcione por muito tempo em marcha lenta, especialmente quando estiver frio e utilizar vela correta para o tipo de motor.

03-OLEOSA(carbonização oleosa)
O pé isolador, os eletrodos e a carcaça apresentam-se cobertos por uma camada fuliginosa, brilhante, úmida de óleo e com resíduos de carvão
Causas:em motores de dois tempos, óleo em excesso na mistura; motores de quatro tempos, óleo em excesso na câmara de combustão. Guias de válvulas, cilindros e anéis do pistão estão gastos.
Efeitos: dificuldade na partida, falhas de ignição - motor falha na marcha lenta. Soluções: em motores de dois tempos usar a proporção correta de mistura; em motores de quatro tempos, retificar o motor e trocar as velas.



04-RESIDUOS LEVES DE CHUMBO
Resíduo amarelado-escuro no isolador. O pé do isolador coberto por uma fuligem amarelo-claro , aspecto de fosca a brilhante.
Causas: aditivos antidetonantes no combustível, como tetraetila e tetrametila de chumbo.
Efeito: se o pé do isolador chegar a temperaturas muito altas, os resíduos de chumbo se tornarão condutores elétricos, fato que pode ocorrer com veículo em alta velocidade, causando falhas de ignição.
Soluções: Aconselha-se averiguar a qualidade do combustível que está sendo utilizado. Trocar as velas, pois é inútil tentar limpa-las.

05-RESÍDUOS GROSSOS DE CHUMBO
O pé do isolador apresenta-se parcialmente vitrificado e de cor amarelo-marrom.
Causas: Aditivos antidetonantes no combustível, como tetraetila e tetrametila de chumbo. A denuncia verificação denuncia a fusão dos resíduos sob condições de forte aceleração de veículo.
Efeitos: Se o pé do isolador chegar a temperaturas muito altas, os resíduos de chumbo se tornarão condutores elétricos. Isso pode ocorrer com veículos em alta velocidade, causando falhas de ignição.
Soluções:Averigue se a qualidade do combustível que está sendo utilizado está boa e trocar as velas, pois não adianta tentar limpá-las.

06-RESÍDUOS / IMPUREZAS
Camada de cinza grossa no pé do isolador, na câmara de aspiração e no eletrodo-massa, de estrutura fofa e até cheia de escórias.
Causas:Aditivos do óleo ou do combustível deixam resíduos incombustíveis na câmara de combustão (pistão, válvula, cabeçote) e na própria vela. Isso ocorre especialmente em motores com um consumo de óleo acima do normal, ou quando se utiliza combustível de qualidade inferior.
Efeitos: Perda de potência do motor, decorrente de ignições por incandescência e danos ao motor.
Soluções: Aconselha-se averiguar a qualidade do combustível que está sendo utilizado, trocar as velas e regular o motor.



Revista Tribo Off-Road - 4x4 - Edição 11


Dicas Para Travessias de Rios
Muito além do snorkel

Todo proprietário de 4x4 pensa em realizar travessias por locais alagados. Mas antes de encarar o "mergulho" é importante "vestir" o carro com equipamento adequado.
Em primeiro lugar, é bom saber que os motores movidos à diesel (ciclo diesel) e motores a gasolina , álcool ou gás natural veicular(ciclo Otto) necessitam de preparações diferentes. Esses últimos pedem mais cuidados, mas alguns fatores são idênticos para os dois sistemas. O ar não deve conter água, portanto instale um Snorkell, (tomada de ar elevada) para garantir que o ar "respirado" pelo motor esteja livre da água. Outra vantagem do Snorkell (eles são normalmente instalados a grandes alturas) é que o ar aspirado será mais limpo e frio que o captado debaixo do capô. O motor irá trabalhar com mais fôlego e sua performance será otimizada.
Diversos fabricantes nacionais já estão capacitados para produzir o Snorkell e , como este serviço é de grande responsabilidade, é melhor delega-lo a uma empresa competente testando o equipamento no final do trabalho. Para fazer o teste, ligue o motor, tampe a entrada de ar elevada e veja se alguma das mangueiras de entrada de ar para o coletor (Diesel) ou para o carburador/injeção (Otto) se contraem. Se uma das mangueiras não se contrair , está entrando ar por algum lugar. Continue o teste e veja por onde o ar está entrando.

PARTE ELÉTRICA

Uma vedação perfeita em todo o sistema elétrico (fios de vela, cachimbos das velas, bobina e distribuidor) deve ser feita, já que a água é boa condutora de eletricidade, tornando difícil a faísca saltar exatamente no local onde se quer que ela salte, ou seja somente na vela. Molhar o distribuidor é também um problema sério. Provavelmente o motor irá parar de funcionar assim que a peça seja atingida. Para evitar isso, deve-se "embalar" o distribuidor.Já existem no mercado nacional embalagens apropriadas, porém o mais prático é usar uma luva cirúrgica com a ponta dos dedos furadas e passando os cabos por eles, fazendo com que os mesmos fiquem completamente envolvidos pela luva, vestindo o corpo distribuidor com a parte maior. Com um pouco de sorte será possível passar o trecho alagado sem problemas. Lembre-se de tirar a luva logo depois pois pode acontecer de ela derreter com o calor do motor (ou mesmo um ataque por óleo do cárter ou gasolina) e grudar, fazendo uma sujeira enorme. É sempre bom carregar um spray (tipo WD40), caso ocorra problema. Abra a tampa do distribuidor e aplique. Aguarde alguns minutos, pois esses sprays são geralmente combustíveis ; se você tentar ligar o motor corre o risco de pegar fogo na tampa. Pulverize também as velas (nos cachimbos) e na tampa da bobina. Alternador Essa peça deve ser razoavelmente protegida, mas não pode ser vedada por completa sob pena de queima por falta de ventilação. A maioria dos alternadores é construída para agüentar os "desaforos" de um mergulho, mas o dia seguinte pode ser penoso. Muitos veículos tiveram problemas com alternador dias depois , principalmente devido à infiltração de água e lama nas escovas, prejudicando o seu funcionamento e, pior, a lâmpada espia do painel não acende, pois o alternador gera energia, só que em quantidades menores que a necessária para carregar a bateria. Como o consumo é o mesmo , fatalmente a bateria sofrerá descarga, causando problemas posteriormente.

MOTOR DE PARTIDA
Após o mergulho, verifique seu funcionamento. As partes críticas são as buchas, as escovas e o bendix. Se houver problema, será preciso desmontar e limpar cuidadosamente o mecanismo. Uma boa limpeza resolve 90% dos casos. Se o problema persistir, leve a peça a um especialista.

EMBREAGEM
Espere problemas se o sistema não for 100% blindado(Land Rover Defender, por exemplo). Evite pisar na embreagem durante o mergulho; escolha uma marcha e continue até sair do alagado, evitando que água e lama penetrem nas interfaces disco/volante e disco/platô. O rolamento será atingido, o que vai ocasionar problemas no futuro. Como a desmontagem não é simples, se o rolamento fizer barulho após o mergulho, troque-o .
TRANSMISÃO
Diferenciais, câmbio, caixa de transferência e rótulas dianteiras usam em sua maioria óleo EP90 (consulte sempre o manual do proprietário de seu veículo) e, devido ao atrito nas engrenagens , existe uma geração de calor dentro dos mesmos, o que obrigou os projetistas a instalarem respiros - caso contrário a pressão subiria muito, prejudicando o trabalho dos retentores. Quando se submerge, o óleo se resfria rapidamente, criando uma pressão negativa dentro das respectivas caixas, succionando água e lama para dentro delas. Ao ser misturado com água, o óleo perde suas características lubrificantes e protetoras (corrosão), podendo causar danos à transmissão. O respiro existente deve ser alongado com um adaptador. Procure uma peça que tenha a mesma rosca do respiro de um lado e que permita também a colocação de um tubo ou mangueira flexível (PVC, por exemplo) que será então leveda até uma altura condizente com o resto da preparação . Verifique o óleo de toda transmissão após cada mergulho e troque se estiver contaminado. Normalmente não há como proteger os rolamentos dos cubos de roda contra a ação da água e da lama. Portanto, faça uma manutenção preventiva nos mesmos, substituindo sempre a graxa contaminada e regulando os cubos novamente. Depois de lavar o carro, lubrifique novamente as cruzetas e cardãns, lembrando-se que esta operação deve ser feita sempre após as lavagens, pois o jato de água retira o lubrificante.

FREIOS
Veículos que usam sistema de freio a tambor (geralmente os antigos) vão sofrer mais , já que a água e a lama travam o funcionamento dos reguladores, emperram os cilindros e diminuem a vida útil das sapatas. Para evitar surpresas - o rendimento do freio diminui sensivelmente com umidade- logo que sair da água ande com o pé esquerdo no freio, freando e acelerando ao mesmo tempo. O calor gerado secará as sapatas e o resto do sistema, preservando-o. Sapatas do freio de estacionamento são muito vulneráveis à sujeira, travando sempre no dia seguinte, imobilizando o carro. Em veículos co freio a disco, a limpeza é automática, dispensando qualquer cuidado adicional. Apenas verifique com mais freqüência o estado das pastilhas. Na dúvida repita o mesmo procedimento do sistema a tambor. Se o reservatório do fluído de freio estiver localizado em uma altura menor que a escolhida para o mergulho, será necessário elevar o mesmo. O fluído de freio tem características higroscópicas, absorvendo grandes quantidades de água, o que certamente irá danificar todo o sistema, comprometendo a segurança.

COMBUSTÍVEL
Todo o tanque de combustível é provido de respiro, pois sem a entrada de ar é impossível a saída do ar combustível. Se o respiro for feito na tampa do tanque (usual em alguns veículos), uma adaptação deverá ser feita, trocando a tampa original por um modelo vedado e instalando um respiro em outro local do tanque. O pescador (tubo que succiona o combustível de dentro do tanque) capta o líquido do fundo do tanque e, como a densidade da água é maior que a da maioria dos combustíveis (a água vai para o fundo), irá enviar primeiro água ao motor. Certamente haverá danos em partes internas do propulsor, particularmente as que são envolvidas com o combustível. Conclui-se, então que nada adianta instalar um Snorkell de dois metros de altura e manter o respiro do tanque com meio metro. Atravessar um alagado talvez seja fácil para o motorista. Mas se o carro não estiver adequadamente preparado, ele é que sentirá os efeitos negativos do mergulho. Portanto previna-se!!!!!!!

Por Luiz Fraga - revista 4x4 - Ano 9 - Nº 107

Dicas de Pilotagem

1 - Quando devemos usar a tração?
Devemos usar a tração em estradas de terra, trilhas, aclives, declives acentuados ou em qualquer condição de maior velocidade em estradões.

2 - Qual a vantagem de se usar a tração?

Um veículo tracionado é sempre mais estável em situações off-road.

3 - A tração pode ser usada no asfalto?

Isso é uma polêmica. O correto é uma seria usar a tração somente em veículos full-time, ou seja, naqueles que possuem um 3º diferencial.

4 - Por quê?
Os veículos full-time possuem um 3º diferencial, que em conjunto com o diferencial dianteiro permitem que no raio da curva a roda de fora rode mais que a de dentro.

5 - E qual o outro tipo de veículo 4x4?
Seriam os part-time , veículos que possuem apenas dois diferenciais.

6 - Exemplifique.

Part-time : Troller / Willys / Samurai.
Full-time : Land Rover / Niva / Rav 4.


7 - O que aconteceria se eu usasse a tração de um veículo part-time em asfalto ou em qualquer superfície pavimentada?
Ele iria fazer com que as engrenagens trabalhassem forçadas, superaquecendo o óleo diferencial, o que provocaria vazamentos pelos retentores, desgaste prematuro das engrenagens além de desgaste prematuro do
pneu causado pelo arrasto.



8 - Quando devo usar a redução?

A principal finalidade da redução é poupar a embreagem, proporcionando em alguns veículos o dobro da força com uma velocidade reduzida.

9 - A redução pode ser em movi